era a cidade que não me tocava
me fitava somente
com olhos frios e brancos
e altos e gélidos
eu pedia um abraço à sua planura
e ela respondia com um asovio por entre as folhas
as folhas secas que tentavam viver sob meus pés
continuava tentando compreender seus silêncios
seus vazios
seus espaços vagos
suas quinas escuras
as ruas sem fim
aquele lugar sem nó se opunha à tudo que eu sentia
não nos penetrávamos.


havia eu.
e havia ela.